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Livro: Vidas à Venda

capa_vidas_vendaLançado na semana passada, em coquetel na Livraria da Vila, já está nas lojas o livro Vidas à Venda.

A obra é um projeto do grupo de pesquisas “Democracia, Justiça e Direitos Humanos” da USP e possui 18 autores, um deles é minha professora de ONG´s – Taylisi de Souza Corrêa Leite.

Uma coletânea de trabalhos que contém desde criações literárias (prosa, poesia) a ensaios críticos e exercícios de diálogo filosófico, que tematizam a “sociedade das pessoas que se colocam à venda”.

Estou esperando chegar o final do mês ($$) pra que eu possa comprar meu exemplar, mas pelo que conversei com a minha professora, pelo teor de suas aulas e pela epígrafe do livro – um trecho de “Consuming Life”, do sociólogo Zygmund Bauman, com o qual a obra dialoga –  posso concluir antecipadamente que essa é uma leitura no mínimo instigante, do tipo que te faz parar e pensar se realmente seus planos, sonhos e objetivos são frutos de uma estrutura social em que “tornar-se uma mercadoria desejável e desejada é a matéria de que são feitos os sonhos e contos de fada”.

Deixo mais informações abaixo e também a epígrafe da obra, uma leitura que vale a reflexão provocada!

Vam´bora? Bjo Brasil!

 

Vidas à Venda – Eduardo C. Bittar e Tarso de Melo (org.)

Ed. Terceira Margem – www.terceiramargem.com

Também nas livrarias: Cultura / Martins Fontes / Livraria da Vila

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“Na sociedade de consumidores, ninguém pode se tornar sujeito sem primeiro virar mercadoria, e ninguém pode manter segura sua subjetividade sem reanimar, ressuscitar e recarregar de maneira perpétua as capacidades esperadas e exigidas de uma mercadoria vendável. […]

Além de sonhar com a fama, outro sonho, o de não mais se dissolver e permanecer dissolvido na massa cinzenta, sem face e insípida das mercadorias, de se tornar uma mercadoria notável, notada e cobiçada, uma mercadoria comentada, que se destaca da massa de mercadorias, impossível de ser ignorada, ridicularizada ou rejeitada. Numa sociedade de consumidores, tornar-se uma mercadoria desejável e desejada é a matéria de que são feitos os sonhos e os contos de fada.”

Zigmund Bauman – Consuming Life