Por onde anda a felicidade?

Quem me conhece sabe que eu não morro de amores por Mallu Magalhães.
Não questionarei ou julgarei sua arte/voz, mas foge do meu gosto particular.
Porém, não posso deixar de compartilhar esse texto dela, que li ontem numa revista na casa da minha sogra.  Simples e honesto, mexeu comigo. Rolou aquela identificação, sabe?
Li 3 vezes, rasguei a página da revista e agora ando com ela na bolsa. Tenho essa mania, de querer ler a mesma coisa 300 vezes até tê-la dentro de mim.
Mallu, dessa vez, me atingiu em cheio:

A enorme maioria dos médicos que visitei nos últimos tempos me disse para eu procurar um analista, e não um médico. Sim, doutor, eu sofro demais, choro demais, sinto demais, sou intensa demais, diferente demais. mas, independentemente de quanto sofro com as coisas, ou com que coisas, esta sou eu.

Para curar qualquer problema, era preciso parar de lutar contra mim mesma. Era preciso me aceitar, me descobrir, me pesquisar, me amar e me fazer cada dia mais feliz.
Na situação em que eu vivia, era cômodo colocar a culpa nas circunstâncias: “Estou infeliz porque não moro com quem amo” ou “Estou infeliz porque não posso fazer o que quero na hora em que quero”. Então tomei coragem e fui ver de perto. Eu me juntei com meu broto, passei dias sozinha, fiz o que queria na hora em que dava vontade. E deparei comigo mesma.
Depara consigo mesma parece uma maravilha do crescimento. Pois nascemos ouvindo milhões de regras, deveres, morais…E viciamos o olhar e o coração para fora. Mas por que não para dentro, se a única coisa que realmente temos é a nós mesmos?
Enfim, lá estava eu, com tudo o que tanto pedi e reclamei, e mesmo assim ficava triste. E fiquei impressionada ao perceber que criei outras infelicidades. Mas foi só quando parei de me questionar e me julgar que minha vida melhorou. É preciso atender às nossas vontades só pelo fato de viver com prazer. É claro que temos de lidar com milhões de pequenos obstáculos que parecem impedir a realização de um desejo. Mas é essa a graça do jogo: um caça-ao-tesouro da felicidade.
É desenvolver e exercitar a capacidade de olhar em volta e aproveitar o que tiver. É limpar a vista e desobstruir os caminhos rumo à alma. É tirar a poeira das inseguranças alheias, as barreiras dos protótipos de felicidade e virar um pesquisador de si mesmo. E, quando menos esperamos, vem aquela sensação plena, o coração fica bem maior, e lá vem ela, tão linda: a felicidade. E ela estava bem ali, tão perto que não vimos. Ela está bem aqui, no primeiro ponto de todos: nós mesmos.”
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