Samba tapa na cara!

Eu tento, juro que eu tento…

Mas o dia não é dia se eu não escutar pelo menos 1 sambinha. Não consigo explicar, ele (o samba) mexe na alma, traz boas recordações, critica, fala da vida, ensina, conta história, faz rir, faz chorar… Ele tem o poder de me fazer saudosa de algo que não vivi, sentir nostalgia de um tempo que sequer conheci.

Mas nem sempre ele (o samba) é tão bonzinho e simpático assim. Às vezes ele se transforma… Começa a incomodar sutilmente e quando meu dou conta, estou sendo esbofeteada, mas com o miúdinho no pé!

Mais uma vez deixo a música falar por mim (e essa acho que fala por muuuuuuuuuuita gente também), com um vídeo dessa música linda de Noel Rosa, que conheci originalmente na voz do mestre Paulinho da Viola e me surpreendi recentemente com uma versão bem fresh de Mart’nália.

” O mundo me condena e ninguém tem pena.
Falando sempre mal do meu nome,
deixando de saber se eu vou morrer de sede
ou se vou morrer de fome.

Mas a filosofia hoje me auxilia 
a viver indiferente assim.
Nesta prontidão sem fim
vou fingindo que sou rico
pra ninguém zombar de mim.
Não me incomodo que você me diga
que a sociedade é minha inimiga.
Pois cantando neste mundo
vivo escravo do meu samba, muito embora vagabundo.
Quanto a você da aristocracia,
que tem dinheiro, mas não compra alegria;
há de viver eternamente sendo escrava dessa gente
que cultiva hipocrisia.”

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